quarta-feira, 13 de junho de 2012
Periferia de São Paulo cria festival de cinema
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| Foto: Divulgação |
Moradores de Heliópolis, na zona sul de São Paulo, uma das dez maiores favelas do Brasil, realizam um festival de cinema que leva a sétima arte para o cotidiano da comunidade.
De acordo com Reginaldo de Túlio, líder comunitário, a Associação Cultural Artística Cine Favela foi criada a partir da iniciativa dos moradores, que estavam incomodados com a falta de atividades culturais no bairro.
O principal objetivo da associação era ter atrações culturais como danças, teatro e esporte, mas apesar das diversas atividades oferecidas no espaço, o carro forte mesmo é o cinema.
O festival Cine Favela é elaborado pelos próprios moradores que produzem documentários e filmes de curta e longa metragem, em que eles mesmos atuam como personagens.
Para que as atividades aconteçam, o projeto conta com o apoio do Governo Federal e de programas que financiam iniciativas culturais nas periferias da cidade, como o programa VAI, da Secretaria de Cultura e a ajuda de professores voluntários.
Segundo Reginaldo, no início o projeto enfrentou bastante dificuldade, mas hoje, o cine favela já ganhou espaço em grandes festivais nacionais. Atualmente, mais de 150 pessoas participam das produções.
Donizete Bomfim, morador de Heliópolis, conheceu o projeto em 2008 e destaca a importância do cine favela para a comunidade “O cine favela se tornou um polo de cultura”.
A participação no projeto é aberta para todos. Além dos moradores da comunidade, pessoas de outras regiões também podem participar gratuitamente. Basta comparecer aos ensaios que acontecem aos finais de semana no próprio espaço Cine Favela, em Heliópolis.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Banco desenvolve programa para melhorar qualidade das águas brasileiras
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| Foto:divulgação |
Através de ações conjuntas o Água Brasil tem por finalidade disseminar melhores práticas para a conservação dos recursos hídricos.
É inquestionável a importância da água na vida das pessoas, assim como o fato de ser um recurso escasso. Apesar da maior parte da água no planeta ser salgada, os 2,5% do total que são constituídos por água doce seriam suficientes para a população humana, se fossem bem utilizados. Especialistas prevêem que em 2025 4 bilhões de pessoas enfrentarão a falta da água e as principais causas desse problema são o desperdício, aquecimento global, poluição e o seu uso intensivo na agricultura.
Como um dos principais financiadores do agronegócio no país, o Banco do Brasil em parceria com outras instituições como WWF Brasil (organização ambientalista com respeitabilidade em nível mundial), Fundação Banco do Brasil (responsável pelo investimento social privado do Banco) e Agência Nacional de Águas (agência reguladora do assunto em nível nacional) criou nesse ano o programa Água Brasil que tem como finalidade melhorar a qualidade das águas e ampliar a cobertura da vegetação natural nas microbacias hidrográficas pilotos por meio da agricultura sustentável. O programa atua em eixos distintos, no meio urbano, por exemplo, está presente em 5 cidades, Natal (RN), Rio Branco (AC), Pirenópolis (GO), Belo Horizonte (MG), e Caxias do Sul (RS), divulgando o consumo consciente.
Segundo a gerente de divisão da Unidade de Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil Myriam Cristina Almeida Rocha, existem muitas ações sendo desenvolvidas que contribuirão com o meio ambiente. “No eixo de Projetos Socioambientais estão sendo realizadas oficinas nas cinco cidades selecionadas pelo Programa para a implementação de práticas de consumo responsável e reciclagem. Como resultado dessas oficinas, que contam com a participação das organizações de catadores, poder público local, empresas, universidades, sociedade civil e demais atores relacionados ao tema, será aprovado um Plano de Ação para a estruturação da coleta seletiva com inclusão social de catadores, mobilização e engajamento da população para o consumo responsável. Em oito, das 14 microbacias selecionadas, estão sendo finalizados os diagnósticos para a implantação de melhores práticas na produção de alimentos, com o uso racional dos recurso hídricos”, explica.
Intervenções no meio ambiente, com a magnitude que se espera do Programa Água Brasil, prossegue Myriam Cristina, tem um tempo de maturação. Os resultados dificilmente serão perceptíveis no curto prazo, por isso a parceria foi firmada por um período de cinco anos, podendo ser prorrogada por igual período. As primeiras contribuições do Programa podem ser sentidas na mobilização nas cidades selecionadas e no engajamento dos funcionários do BB para a causa água.
O programa Água Brasil possui ainda novos desafios como implementar as ações aprovadas nos Planos de Trabalho para os quatro eixos de atuação voltadas para práticas mais sustentáveis no campo e para a coleta seletiva eficiente nas cidades, com geração de trabalho e renda para os catadores, contribuir com a política nacional de resíduos sólidos e com a ampliação da consciência para o consumo responsável nas cidades, pela população em geral.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Veja o grafiteiro Zezão em ação!
Veja o grafiteiro Zezão em ação
O programa da TV Globo, Profissão Repórter, mostrou em julho de 2008 a rotina do artista. Além de muito lixo e insetos, durante o trajeto escolhido por Zezão, dentro das galerias de esgoto, inacreditavelmente encontram-se pessoas que vivem em condições sub-humanas.
Confira!
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Rugby ganha mais praticantes mulheres no Brasil
| Jogadores do campeonato sub-16 no Parque Ceret São Paulo/Foto: Lidiane Travassos |
Nos últimos cinco anos o número de mulheres participantes do genêro subiu 101,86%, de 69.070 em 2007 para 139.427 em 2011.
Em São Paulo, segundo levantamento do Departamento de Corridas de Rua da Federação Paulista de Atletismo (FPA), as mulheres estão ganhando cada vez mais espaço no rugby, jogo que era considerado apenas para homens.
Em Janeiro de 2007, a equipe brasileira tornou-se tri-campeã invicta do campeonato Sulamericano de Rugby Feminino da modalidade Seven-a-side. Mundialmente, o esporte é muito conhecido. O árbitro Alberto Nepomuceno, afirma que no Brasil, falta espaço em mídia, investimento e profissionalização dos clubes.
O rugby é o esporte coletivo e de intenso contato físico. Originário da Inglaterra, chegou ao Brasil no século dezenove.Passou a ser praticado com regularidade no Brasil a partir de 1925, em São Paulo, no São Paulo Athletic Club. Em 1966, foi realizado o primeiro jogo entre universidade no Brasil. A Faculdade de Medicina da USP enfrentou a Faculdade de Engenharia do Mackenzie.
O primeiro clube exclusivamente voltado para o rugby fundado no Brasil foi o Clube Brasileiro de Futebol Rugby, em 1891, no Rio de Janeiro. Mas a equipe não teve continuidade. Segundo o Diretor do Instituto Rugby pra todos, Fabricio Kobashi, conta que em 1888, foi fundado o São Paulo Athletic Club e que desde sua origem, teve atividades de rúgbi realizadas entre seus associados. Entretanto, foi apenas em 1895 que o clube fundou sua primeira equipe de rúgbi.
Nas décadas de 60, 70 e 80, os times proliferaram, sobretudo, na cidade de São Paulo, época que levou o jogador, Ulisses Paschoal Crepaldi a se interessar pelo esporte. “O espirito do rugby é você entrar em campo disposto a tudo pelo seu time, afirma Ulisses.” Apaixonado por rugby conhecedor da história, o jogador, disse que em 1979, foi criado o Campeonato Fluminense de Rugby, com o duelo entre Rio Rugby FC e Niterói RFC. O jogador disse também que havia muitos campeonatos paulistas, com as categorias adulta e juvenil, tradição que hoje é perdida.
O árbitro Alberto Nepomuceno, relata que em 1972, a URB se transformou em ABR – Associação Brasileira de Rugby, sendo reconhecida pelo Conselho Nacional do Desporto. Em 1989, a ABR foi uma das fundadoras da CONSUR, a Confederação Sul-Americano de Rugby. Entre 1991 e 1999, o Brasil disputou os Mundiais Juvenis da FIRA-AER, a Federação Internacional de Rugby Amador.
Em 1995, a ABR teve aprovada a sua filiação ao IRB (International Rugby Board), a entidade máxima do rúgbi mundial. Em 1996, o Brasil fez sua primeira participação nas eliminatórias para a Copa do Mundo de Rugby, válidas para o Mundial de 1999. Com a inclusão do esporte nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, a ABR foi transformada em Confederação Brasileira de Rugby (CBRu).
Japão Luta para atrair novos turistas
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| Japão após o terremoto em Março de 2011 Foto: Divulgação |
Segundo levantamento estimado pela Organização Nacional de Turismo Japonês (JNTO), houve uma queda de 27,8% no número de turistas que visitaram o país em 2011 em relação 2010. No ano anterior, um total de 8.611.500 turistas desembarcaram no arquipélago. Já em 2011, segundo dados preliminares, o país recebeu 6.218.946 visitantes.
A JNTO também informou que assim como na crise mundial de 2009 lugares mais afastados dos locais da tragédia, como as ilhas de Quioto e Okinawa sofreram igualmente pela queda bastante considerável no turismo.
Segundo o Consulado Japonês em São Paulo, aqui no Brasil, após os eventos de 2010 o país decidiu traçar novas estratégias a fim de incentivar os turistas a visitarem o Japão. Foram feitas diversas campanhas em vários países, inclusive no Brasil, por um período, quem fosse passar as férias ou viajar a negócios e que precisasse tirar o visto conseguiram a isenção nas taxas que antes eram cobradas normalmente. O que, segundo o consulado trouxe resultados satisfatórios para o aumento das visitas ao país.
No período pós desastres, não foram só afetados o turismo interno para o Japão, mas também fez com que muitos japoneses adiassem sua viagem a toda parte do mundo, e por ser um dos povos que mais viajam e gastam dinheiro em toda Terra, alguns países Asiáticos, os Estados Unidos e principalmente o Havaí e Europa sentiram uma forte queda no faturamento do Setor.
Já em 2011, segundo dados da JNTO, pode-se perceber uma forte retomada do turismo ao exterior, o setor registrou o número de 16,9 milhões de pessoas que deixaram o país, contra 16,6 milhões do ano anterior, o que representa um aumento de 2,1% dos turistas japonese.
No bairro da Liberdade em São Paulo, o dono de um restaurante Japonês, Sr. Yoshisumi de 63 anos viajava ao Japão, onde parte de sua família mora, pelo menos uma vez por ano. Ele disse que na época do desastre tinha acabado de voltar de férias para o Brasil e, por receio de novos eventos se sentiu obrigado a adiar por um ano suas férias.
Artes urbanas tornam São Paulo mais bonita
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| Grafiteiro Zezão/Foto: Divulgação |
As artes urbanas estampadas na cidade de São Paulo, fazem da metrópole acalentada por muitos como “Selva de Pedras”, um lugar com criatividade, cor e inovação, mesmo que muitas vezes passem despercebidas aos olhos de alguns paulistanos, mas elas existem e realmente fazem a diferença.
Alguns desses desenhos estão em lugares peculiares, geralmente esquecidos e ignorados pelos moradores como fachadas de prédios pequenos e antigos, muros de propriedades abandonadas entre outros. Esses artistas fazem desses lugares, locais mais alegres, onde várias vezes o coloridos das tintas se contrasta com a sujeira de um mendigo, ou como o abandono dos proprietários. Mas, também existem artes em locais muito frequentados, como em grandes prédios ou viadutos no centro da cidade. O colorido dessas artes oferece uma “quebra” na rotina estressante enfrentada pelos paulistanos.
Alguns artistas vão além
José Augusto Amaro Capela é conhecido como Zezão. O grafiteiro rouba a cena não só em São Paulo, mas no Brasil e no mundo todo, por sua inovação na arte do Grafitti. Zezão escolheu lugares ainda mais surpreendentes para manifestar sua arte, como bueiros e canais de águas pluviais.
A ideia de pintar em locais que não existe nenhuma beleza e que causam repúdio nas pessoas pode parecer um pouco insana, mas o artista afirma que é uma boa escolha. “Ninguém conhece, nem percebe esses lugares, mas com o grafitti os transformo. Antes mesmo de pinta-los eu já vejo beleza”.
Com tons azuis Zezão traz claridade e suavidade a esses recintos, onde a beleza é pouco imaginável. O artista já fez trabalho em: Galeria Subterrânea da Vila Madalena, Galeria do Rio Tietê, Córrego Cabo Sul de baixo e Galeria do lixo.
As artes feitas por Zezão podem ser reconhecidas facilmente, pois existem duas características comuns em seus desenhos: a cor azul e as formas abstratas. Zezão afirma que teve que “se virar” com pouca tinta, e o azul lhe agradava, já que em lugares escuros, onde gosta de pintar, a cor promove uma bela claridade.
Desde 1995, o grafiteiro mantém esse perfil em suas produções, mas também renova, o que o torna cada vez mais conhecido. Na época, Zé não tinha dinheiro para comprar tintas, então pedia ajuda aos amigos, que doavam latas quase sempre vazias. “A grana era curta, então os amigos ajudavam. Às vezes chegava a juntar muitas latas de spray, mas que somadas, eram muito pouco, então eu pintava com a que mais tinha, e utilizava o restante para esfumaçar os desenhos”.
A conservação
A escolha de lugares inimagináveis feita por Zezão é única e incomparável, mas devido à falta de luz, quantidade de lixo, e água frequentemente subindo e descendo sobre as tintas, os desenhos se desgastam com mais facilidade, o que exige manutenção do artista. “Sempre que posso volto nos locais onde pintei, mas às vezes não é possível. O aumento de lixo ou de água, são os principais empecilhos, então procuro outro lugar”, explica.
A prefeitura de São Paulo, não assume nenhum compromisso para fazer ou patrocinar a manutenção do grafitti e por escolher espaços abandonados, Zé não pode fazer nenhuma exigência á ninguém.
Hoje em dia, o grafiteiro sobrevive da arte, mas afirma que batalhou muito e teve grande incentivo de amigos, para chegar onde está. Zezão ia grafitar sozinho, e gostava de registrar suas marcas, então, com o passar do tempo, a fotografia chegou à vida do grafiteiro, e hoje em dia, é considerado um artista completo. “Amo o que eu faço e já passei muitos “perrengues” para chegar até aqui. Tudo o que sou, é graças aos grafitti. Modestamente, minha arte não deixa somente a cidade mais bonita. Minha arte me fez uma pessoa melhor”, conta.
Sobre a arte de grafitar
Tachado como “coisa de vândalo”, o grafitti está aos poucos caindo no gosto das pessoas, mas ainda é relacionado com a pichação, que é crime e causa poluição visual. Algumas empresas e instituições já estão contratando os serviços dos grafiteiros para colorir os muros de suas propriedades. O grafitti também pode ser utilizado em campanhas publicitárias.
Paulistanos aderem à práticas sustentáveis no dia a dia
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| Foto: Divulgação |
Algumas atitudes descartadas por muitos, revelam que os seres humanos podem contribuir de maneira positiva para a um mundo mais sustentável, ou seja, suprir suas necessidades sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles não se esgotem.
Você já ouviu falar nos três R’s? Reduzir, Reutilizar e Reciclar. O primeiro R consiste em reduzir o consumismo através da utilização somente do que for necessário. Para preservar o meio ambiente é fundamental mudar alguns hábitos, por exemplo, se adaptar ao consumo consciente, aquele que é realmente fundamental. Práticas como a economia de água e energia são favoráveis ao meio ambiente e ainda diminuem custos financeiros. Uma boa maneira de fazer isso é lavar o quintal com a mesma água que lavou as roupas. Veículos podem ser lavados com água de balde, ao invés de mangueiras que desperdiçam litros de água em instantes. Apagar as luzes durante o dia e desligar aparelhos eletrônicos quando não houver espectadores.
O segundo R – Reutilizar diz respeito à reutilização de produtos e materiais o máximo possível antes do descarte. Esse é um desafio que muitos não querem enfrentar, mas é de extrema importância. Há diversos produtos reaproveitáveis como roupas, calçados, móveis, livros brinquedos que podem ser doados para outras pessoas ou instituições. Papéis usados servem como blocos de anotações e rascunhos. O jornal, por exemplo, depois de lido pode ser transformado em cestas, porta objetos, quadros e tantas outras utilidades. garrafas pets são usadas em artesanato, como utilidades domésticas, vasos de plantas, brinquedos, bolsas e uma infinidade de opções. Alimentos também podem ser reaproveitados. Talos, cascas e folhas de frutas, verduras e legumes são altamente nutritivos e, ao invés de irem para o lixo, podem ser transformados em pratos criativos.
O terceiro R, o da Reciclagem, é um ciclo benéfico para o homem e para o meio ambiente. A reciclagem ajuda diminuir a quantidade de resíduos que vão para os lixões, gera renda para os catadores ou cooperativas e também contribui para a diminuição da demanda de matérias-primas. Garrafas pets e de vidro, papéis, embalagens de produtos de limpeza e higiene, latas de alumínio, papelão e óleos vegetais podem ser reciclados. O comerciante Djalma Souza já adaptou a reciclagem em sua rotina. “Sempre separo as garrafas e embalagens de produtos de higiene do lixo orgânico e, uma vez por semana, levo esse material até um posto de coleta”, explica.
O presidente da Associação Nacional de Gestores Ambientalistas, Léo Urbini, destaca a importância da separação entre o lixo orgânico, aquele de origem animal ou vegetal, composto por restos de alimentos, ossos e sementes, produzidos em casa, no trabalho e na escola, do lixo reciclável. “Tanto o lixo orgânico quanto o lixo reciclável são matérias primas. Eles possuem constituição e características distintas. Se misturarmos o resíduo orgânico com embalagens de papelão ou papel, o primeiro “contaminará” o segundo, que perderá suas propriedades de reutilização em condições adequadas”, diz.
As empresas também perceberam a necessidade de agregar valores sustentáveis aos seus negócios a fim de reparar danos causados ao meio ambiente e construir uma imagem sócioambiental perante a sociedade. Investimentos em projetos sustentáveis são maneiras que elas encontraram para minimizar as agressões ao meio ambiente, cometidas por suas ações comerciais. Atualmente, grandes redes de supermercados disponibilizam pontos de coleta de materiais recicláveis. “O resíduo doméstico adequadamente separado segue para um posto de coleta intermediário, que encaminha para uma cooperativa de separação categorizada. Esse resíduo é classificado e encaminhado para grandes empresas que o reutilizam”, explica.
Léo ressalta ainda que “lixo doméstico é diferente do lixo industrial em sua utilização e reutilização”. Outra opção de descarte de lixo para quem quer adotar maneiras sustentáveis no dia a dia são os Ecopontos (Estações de Entrega Voluntária de Inservíveis) criados pelas prefeituras. Esses locais estão distribuídos em várias regiões da cidade, onde há caçambas distintas para cada tipo de resíduo.
Você já ouviu falar nos três R’s? Reduzir, Reutilizar e Reciclar. O primeiro R consiste em reduzir o consumismo através da utilização somente do que for necessário. Para preservar o meio ambiente é fundamental mudar alguns hábitos, por exemplo, se adaptar ao consumo consciente, aquele que é realmente fundamental. Práticas como a economia de água e energia são favoráveis ao meio ambiente e ainda diminuem custos financeiros. Uma boa maneira de fazer isso é lavar o quintal com a mesma água que lavou as roupas. Veículos podem ser lavados com água de balde, ao invés de mangueiras que desperdiçam litros de água em instantes. Apagar as luzes durante o dia e desligar aparelhos eletrônicos quando não houver espectadores.
O segundo R – Reutilizar diz respeito à reutilização de produtos e materiais o máximo possível antes do descarte. Esse é um desafio que muitos não querem enfrentar, mas é de extrema importância. Há diversos produtos reaproveitáveis como roupas, calçados, móveis, livros brinquedos que podem ser doados para outras pessoas ou instituições. Papéis usados servem como blocos de anotações e rascunhos. O jornal, por exemplo, depois de lido pode ser transformado em cestas, porta objetos, quadros e tantas outras utilidades. garrafas pets são usadas em artesanato, como utilidades domésticas, vasos de plantas, brinquedos, bolsas e uma infinidade de opções. Alimentos também podem ser reaproveitados. Talos, cascas e folhas de frutas, verduras e legumes são altamente nutritivos e, ao invés de irem para o lixo, podem ser transformados em pratos criativos.
O terceiro R, o da Reciclagem, é um ciclo benéfico para o homem e para o meio ambiente. A reciclagem ajuda diminuir a quantidade de resíduos que vão para os lixões, gera renda para os catadores ou cooperativas e também contribui para a diminuição da demanda de matérias-primas. Garrafas pets e de vidro, papéis, embalagens de produtos de limpeza e higiene, latas de alumínio, papelão e óleos vegetais podem ser reciclados. O comerciante Djalma Souza já adaptou a reciclagem em sua rotina. “Sempre separo as garrafas e embalagens de produtos de higiene do lixo orgânico e, uma vez por semana, levo esse material até um posto de coleta”, explica.
O presidente da Associação Nacional de Gestores Ambientalistas, Léo Urbini, destaca a importância da separação entre o lixo orgânico, aquele de origem animal ou vegetal, composto por restos de alimentos, ossos e sementes, produzidos em casa, no trabalho e na escola, do lixo reciclável. “Tanto o lixo orgânico quanto o lixo reciclável são matérias primas. Eles possuem constituição e características distintas. Se misturarmos o resíduo orgânico com embalagens de papelão ou papel, o primeiro “contaminará” o segundo, que perderá suas propriedades de reutilização em condições adequadas”, diz.
As empresas também perceberam a necessidade de agregar valores sustentáveis aos seus negócios a fim de reparar danos causados ao meio ambiente e construir uma imagem sócioambiental perante a sociedade. Investimentos em projetos sustentáveis são maneiras que elas encontraram para minimizar as agressões ao meio ambiente, cometidas por suas ações comerciais. Atualmente, grandes redes de supermercados disponibilizam pontos de coleta de materiais recicláveis. “O resíduo doméstico adequadamente separado segue para um posto de coleta intermediário, que encaminha para uma cooperativa de separação categorizada. Esse resíduo é classificado e encaminhado para grandes empresas que o reutilizam”, explica.
Léo ressalta ainda que “lixo doméstico é diferente do lixo industrial em sua utilização e reutilização”. Outra opção de descarte de lixo para quem quer adotar maneiras sustentáveis no dia a dia são os Ecopontos (Estações de Entrega Voluntária de Inservíveis) criados pelas prefeituras. Esses locais estão distribuídos em várias regiões da cidade, onde há caçambas distintas para cada tipo de resíduo.
domingo, 22 de abril de 2012
Diminui disparidade entre salários no Brasil
A diferença de renda entre profissionais como engenheiros e pedreiros reduziu significativamente nos últimos anos.
No passado, as pessoas identificavam o engenheiro como o detentor de um dos cargos com o salário mais alto no ramo da construção civil, já o pedreiro, o possuidor de um dos salários mais baixos.
Mas atualmente essa situação mudou, e se em 1995 o salário de um arquiteto era 10,5 vezes o do pedreiro, hoje, é 6,6 vezes.
Segundo a pesquisa De Volta ao País do Futuro, realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e divulgada em março desse ano, a desigualdade no Brasil permanece caindo há 11 anos seguidos. O estudo mostra que, de janeiro de 2011 a janeiro de 2012, o índice de Gini, que mede a desigualdade numa escala de 0 a 1, caiu 2,1%, passando de 0,53 para 0,51 e que o crescimento da renda familiar per capita média foi de 2,7% nos 12 meses estudados.Mas atualmente essa situação mudou, e se em 1995 o salário de um arquiteto era 10,5 vezes o do pedreiro, hoje, é 6,6 vezes.
De acordo com o economista Flávio Estaiano, especialista em indicadores e pesquisas econômicas, a questão da desigualdade entre salários no Brasil é antiga e se deve principalmente ao uso da tecnologia aplicada diretamente na produção de bens e serviços. “No cenário atual, com o mercado da construção aquecido, os salários dos pedreiros estão aumentando pela necessidade de utilização de mão de obra capacitada e a dos engenheiros permanece constante. Por isso essa diminuição dos valores dos salários entre os profissionais”, diz.
Segundo o especialista, antigamente um pedreiro precisava apenas evoluir na profissão, hoje, no entanto, as empreiteiras necessitam de pedreiros e mestres de obras mais capacitados, tanto para a realização em nível de velocidade, quanto para a diminuição do desperdício nas construções. Não basta mais aprender com os antigos, o profissional pedreiro precisa se capacitar e estudar novas tecnologias de construção, garantindo maiores ganhos e valorização do profissional no mercado. No caso dos engenheiros, a questão é um pouco diferente.
Antigamente eram poucas as pessoas que podiam frequentar uma faculdade e se tornar um engenheiro, por isso, o profissional era muito valorizado e a distância entre os seus salários e dos pedreiros era gigantesca. Com as recentes políticas do governo nos últimos dez anos, como a intensificação dos financiamentos educacionais com juros muito baixos e o aparecimento do PROUNI, aumentou o número de estudantes e recém formados em engenharia, por exemplo. Com um número maior de profissionais no mercado, gradativamente os salários tendem a diminuir. Isso não significa que um engenheiro ganhará mal no futuro, mas sim, que ele terá que estudar mais em um mercado competitivo, fazendo uma pós graduação para garantir salários mais altos, ou seja, deverá se especializar cada vez mais.
O pedreiro Pedro santos, 32 anos, morador do município de Diadema, grande São Paulo, vive muito bem com sua família agora, ao contrário da época em que chegou à capital na década de 90. Como muitos brasileiros, partiu do nordeste para São Paulo em busca de uma vida melhor, mas no início foi muito difícil. “Quando cheguei aqui logo aprendi a profissão de pedreiro, mas ganhava muito pouco. Cheguei a passar por muitas dificuldades com minha família, mas hoje não falta trabalho, pego muitas obras durante a semana e aos finais de semana. Sou muito solicitado graças a Deus”, conta.
Este aumento de salários também se deve ao aquecimento da economia, principalmente no setor da construção civil. O governo intensificou o incentivo a construção com reduções de impostos em materiais de construção, com o programa minha casa minha vida, com a possibilidade de utilização pelos trabalhadores do fundo de garantia para fins de reformas, construções e aquisição de imóveis e pelo aumento do crédito, que de modo geral, aqueceu a economia, fazendo com que o consumo também aumentasse. “Isso foi necessário para que as empresas produzissem mais e, consequentemente, contratassem mais mão de obra. Outro ponto importante foi a abertura de postos de trabalho nos setores de serviços como os de supermenrcados e lojas de departamentos que tiveram uma expansão considerável nos últimos anos. A tendência é que a economia continue crescendo com a contratação de mão de obra cada vez mais capacitada, por isso a importância das políticas educacionais de inserção”, relata Estaiano.
A diferença de renda não diminuiu apenas entre pedreiros e engenheiros, o salário de outros profissionais também aumentou. Um garçom, por exemplo, ganha hoje um salário quase 20% superior ao de 15 anos atrás, descontada a inflação. Dessa forma, o país está caminhando para um dia se tornar plenamente desenvolvido, porém, é importante salientar que por muito tempo o governo brasileiro deixou de investir em políticas industriais de geração de renda e emprego como a educação profissional e os incentivos a produção e ao consumo nacional.
Segundo Estaiano, um país desenvolvido não é um país que simplesmente cresce, mas é um país que cresce com uma maior distribuição de renda. “Essa maior renda é adquirida a partir de um número maior de pessoas com grau de instrução maior, com um nível de produção de bens e serviços que atenda a população, com empregos, produtos mais baratos, com políticas públicas que garantam bem estar social como segurança, entre outras”, revela. De fato, o Brasil está mudando, mas ainda existem muitas coisas que precisam ser feitas.
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